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sábado, 1 de dezembro de 2012

Pra definir coração de aquário

Pra definir coração de aquário
Tão grande que cabe até peixe baleia, tão cheio 
Transbordando
Feito de areia e pressão
Reluzente transparente, pra todos e pra solidão

Pra não deixar incerteza e explicação de novo 
E novo
Já quebrado de mar, pesado de sal 
Vindo da lua pra baú de pirata

Pra explicar coração de aquário
Escrever no chão frio, abraço com o próprio umbigo
Caneta, papel, palavras e mãos.

Pra falar coração, mãos de polvo e muito chão

domingo, 5 de agosto de 2012

Eu Preciso Fumar

Eu preciso de um cigarro
Preciso fumar, preciso sentir a fumaça
O peso, o quente nos pulmões, a sujeira no corpo

Eu preciso de coisas na cabeça
Preciso de pensamentos, preciso gritar
Sem razão, mas por instinto

Eu preciso fumar, eu preciso beber
Preciso fazer, preciso desfazer, concluir 
Não porque devo, apenas por fazer

Eu preciso de um cigarro, eu preciso de filtro
Preciso de água, com gelo, sem gelo
Com coragem, espontaneamente, por ser corajoso

Eu preciso da fumaça, preciso do desejo, 
Da negação do desejo de fumar, do isqueiro, do fósforo
Preciso escrever, sujar o papel, porque eu sei que preciso...

Sem razão de precisar.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

COISAS QUE EU ESQUEÇO DE FAZER

Eu estava comendo uma pizza em frente ao computador. Um pouco salgada. Minha mão ficou gordurosa, mas até o último pedaço eu já havia esquecido.
Minha xícara estava meio cheia ou meio vazia? Eu sempre acho que deixei de colocar o suficiente. Bebi três longos goles do guaraná quente, porque antes de terminar de comer a pizza ele estava frio.

Quando criança eu achava que guaraná era algo inexistente. Mãe, existe mesmo guaraná? – Sim, existe. Sempre achei que fosse mesmo só refrigerante, mas existe suco. A embalagem não usava aqueles olhos para ser maneira, aqueles eram os guaranás.

Eu levei meu prato até a cozinha, deixei a xícara na mesa e o prato na pia. Desliguei as luzes, minha mão estava suja. Liguei as luzes, lavei as minhas mãos. A xicara ainda estava na mesa, liguei as luzes, lavei as mãos, peguei a xícara e desliguei as luzes. Eu precisava ir ao banheiro que segue o caminho da cozinha. Eu acho que eu devia ter feio isso em primeira escala, mas liguei as luzes, segui o caminho, lavei as mãos e desliguei as luzes.

No meu quarto, meu prato ainda estava lá. Ou estava aqui? Ao lado do computador, eu me lembro. Peguei o prato, desliguei as luzes. Liguei as luzes, lavei as mãos, e segui o caminho para o meu quarto. Eu sempre acho que me esqueci de fazer alguma coisa.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Comum: Epifania do Céu.

Olhe... o Céu! Pasmo, disse à todos. E no instinto todos olharam. Que estranho. Oh, murmuravam todos. A situação parecia critica. O medo se espalhou pela rua deixando todos paralisados e com aparência horrível. Mamãe, estou com medo. Exclamava uma menininha. Deus, salve nossas almas. Exclamava um senhor. Eu não posso acreditar, exclamavam vários outros. Pássaros começaram a aparecer. Dançavam em respeito ao Céu. E a cada nova cara que o Céu apresentava, em cada novo tom de azul que ele irradiava, mais trêmulas e fracas ficavam. Eles não entendiam o que havia acontecido, ou melhor, o que estava acontecendo. Uma lágrima começara a escorrer de todos os olhos humanos presentes. Desnorteados sem saber o que tinham feito ao Céu. se culpavam. Até que então, antes que a gota salgada lavasse seus rostos, uma nuvem cinza tomou toda região. O Céu deixara de ser azul, voltara a ser cinza. Suspiros felizes ecoaram em uma só voz. Agradecimentos diversos foram proclamados. Oh, ainda bem! Todos os amigos se foram, as buzinas zumbiram, e todos ficaram mudos.

sábado, 14 de novembro de 2009

Não ia dar certo...

-
Ele costumava ir embora quando o assunto batia de cara com ele. Parece marcado por alguma tipo de relógio magnético, mas claro que só funcionaria se tivesse comido dois quilos de parafusos. Tarde demais para fazer ele vomitar todo o metal, tive que pensar rápido para não deixar ele escorrer pelos meus dedos. Nunca gostei tanto de areia.
-Onde você pensa que vai? Disse eu com uma voz firme.
-Para casa.
-Mas você acabou de chegar!
-Então se cheguei já posso ir.
-Lógico que não. As coisas não são assim.
-Como são, então?

Não sei porque, mas sabia que ele iria perguntar isso. É o que eu chamo de quebrar a banca. Quando alguém não tem explicação para algo e mesmo assim usa isso para te convencer basta perguntar do que se trata. Minha Avó me ensinou isso em algum tempo da minha vida. Ela dizia que com paus e pedras seria impossível construir uma canoa.

-Você não quer um café?
-Eu não tomo café. Ele revirava os olhos olhando para o relógio. Parecia que estava esperando um cuckoo saltar para fora e gritar: "É HORA DE IR!". Eu não me surpreenderia se isso acontecesse, já tinha oferecido café.
-Ah, mas eu não tenho café mesmo.
-Então eu fico. Ele abriu um sorriso tímido. Esperançoso, quase.
-Uh... então. Fiquei sabendo que as coisas estão prestes a mudar. Deu no noticiário sobre o verde e o azul. Algo importante para a consciência mundial, não lembro. No contexto atual as coisas ficam mais legais, prazerosas, com toda essa...
-Preciso ir embora. Foi um prazer conversar com você hoje.
-Ahn..? Antes que eu pensasse em alguma coisa que prendesse sua atenção, ele olhou pela janela e disse:
-É um belo dia!

Andou até a porta, girou a maçaneta muito lentamente. Abriu a posta e uma leve brisa balançou seus cabelos. Disse até logo e sumiu em seguida. Como podia ter um amigo desses? Mal conversava e talvez nem respirasse. Ok, ele respirava. Não sabia explicar onde consegui um amigo desses e nem quando aconteceu. Eu só sabia que:
-Não ia dar certo.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

I feel like I am blind


Um giro de 90 graus. Água caiu sobre minha pele.
Um giro de 90 graus, parou. Peguei o sabonete, esfreguei tal rosto
familiar.
Tirei toda aquela tinta da cara. Limpei toda sujeira de outros em mim.
O sabão caiu em meus olhos. Incrível, me senti com a doce burrice
do preconceito. Cego, doía, mas eu apertei os olhos. Doía mais e mais.
Livrei-me, um giro de 90 graus.
Água caiu sobre meu rosto e pele. Agora me senti com o azedo sabor
do respeito. Limpeza espiritual, mais conhecida como higiene mental.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Uma amizade de outono.



Uma folha de árvore seca e sem cor não é mais do que algo no chão para as pessoas. Sem dar a mínima para a variação do tempo que passa rapidamente, e nem para o clima disturbado por motivos implícitos. Não dão valor para essa estação. Ela só esta entre o calor do verão e o frio do inverno. Sem ser útil e também não inútil. É quase uma gravação das flores que brocham e desabrocham na primavera. Presa em um talvez e com certeza, sozinha, parece que viver assim é castigo da natureza. Vamos saldar o lastimável declínio da pureza, a amizade.

domingo, 15 de junho de 2008


“Quando você já se acostuma a chorar, sofrer é só mais uma batalha.”

Kahh B. Rodrigues HF.


A dor de aceitar, acostumar. Isso é um dos defeitos do ser humano. Sim, defeito! Aceitar que um amor não é realmente impossível, sem saber que tudo é possível se realmente querermos. Não treinar para uma corrida, porque já se ganhou à anterior. Ou até mesmo chorar sem realmente sofrer... Isso sim é se acostumar.

Acostumar, que tanto acaba com personalidades. Onde adolescentes se acostumam com o que todo mundo faz para poder ser aceito, ou até mesmo se aceitar. Deixando assim de ser ele mesmo. Se acostumar a ver seus pais brigando, e nunca falar para eles que os ama e que quer eles juntos para sempre. É ver que o amor está acabando e achar que apenas superar aquelas barreiras é voltar amar, sem realmente reviver o amor.

Imagine se você se acostumasse com os roubos dos deputados, as perdas familiares e outras coisas. Mas imagine agora se você não já está acostumado a viver se acostumando? Será que não falar que aquela pessoa está de magoando com o que diz, não é se acostumar? Será que não explodir quando tem raiva de algo, ou está apenas triste e gostaria de gritar, não é se acostumar? Ver a injustiça e não fazer nada para que ela não siga a diante não é se acostumar?

REALMENTE, se acostume em se perguntar “ Eu já estou acostumado a isso?”
Esperar que o tempo resolva. Lavar as mãos sujas pelo sangue que não foi você que tirou. Sofrer sem mesmo sorrir antes. É se acostumar!
E eu espero realmente que ninguém no mundo se acostume. Se já sabe que vai sofrer... Faça como eu! ... “Smile now, cry later.”



Por: Kahh B. Rodrigues HF.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Os cegos não são surdos.



É horrível ver uma família se destruída por batalhas, batalhas ocasionas por um só motivo, o amor. O amor que insiste em proteger cegamente. O amor que mata, e que da há vida. O que não vê conseqüências, que vivemos loucamente. O amor em quem confiamos nossos sentimentos, o amor em estar com quem se quer. E não por ser a pessoa certa, mas a pessoa querida.
Mas o pior de tudo é ver a força que as palavras têm. Forte são elas que matam. Um conjunto delas, ou apenas um só, matam como punhal de prata no coração de um lobo-homem.
A interpretação delas.
Os sentidos que rondam em nossa cabeça, como uma jovem que recebe o seu primeiro beijo e ouve de seu parceiro: - Eu te amo.

Visivelmente, apenas três palavras. Sucintas, mas com um incrível poder de transformar essa pequena jovem em uma princesa de conto de fadas. Em que ela pode voar e o seu ‘príncipe’ cavalga em um cavalo branco. Mas se adicionarmos mais duas palavras: - Eu não te amo mais. Esse mundo desmorona, cai totalmente. De princesa, ela passa a virar uma jovem suja, corrompida por um marginal das sujas ruas nas quais ela o conheceu. O cavalo branco, hahaha, transforma-se em uma linda loira, mais velha e bem sucedida.

O fato dessa comparação, de ‘ver’ (no caso do amor) e ouvir (no caso das palavras), é que em ambos os casos a ambigüidade não é enxergada. Causando assim, dor ou amor.
Se pararmos para INTERPRETAR (vendo ou ouvindo) o real significado de tais, tomaremos consciência de que os cegos não são surdos.


sexta-feira, 7 de março de 2008

I can't let you go (of my mind).

Eu realmente queria deixar você ir,
Seguir o que sempre sonhou...
Mas eu simplesmente não posso, meu sonho é você.
E se eu não puder sonhar mais eu realmente não poderei te ter.
Mesmo querendo deixar você ir para longe da minha mente, dos meus sonhos,
O que eu sonho e que você corra direto a meu obsceno amor real.
Que realmente sonha por ter você.
LEIA O LIXO, RECICLE AS IDEIAS.