quinta-feira, 11 de junho de 2009

Breve Conto de um Jovem Barão Apaixonado.

Júlia era uma menina muito feliz, bonita e tinha um charme único. Eu nunca falava com ela, mas nossos olhos sempre se encontravam. O castanho parecia dançar com o verde. Meus olhos pareciam imãs no ferro verde. Todos, ou quase todos os dias, isso acontecia. Pura química, destino, parecia ser paixão a beira do amor. Sonhava em contar o que sentia a ela e assim poder tocar o seu leve cabelo loiro ou pelo menos dizer um oi.

Não sabia como fazer, só sabia que teria que arriscar tudo. O quê as pessoas pensariam de mim? Eu parecia outra pessoa me julgando:
- Que rapaz estranho, se apaixonar sem mesmo conversar com a menina...
- Quem é aquele cara que tentou paquerar a Júlia? Que bobão.
- Seriam um casal estranho.
- Ela nunca aceitaria o convite de namoro desse estranho. (...)

Tomar atitude foi fácil, o difícil foi superar a decepção. No final da aula fiquei determinado a dizer a Júlia o que sentia e que nós poderíamos nos dar bem. Me choquei quando vi e ouvi uma cena que parecia ser de novela:
- Vamos Júlia! O rapaz a beijou. Aqueles que pareciam ser os lábios mais doces dentre os mais doces do Universo. Ela pegou em sua mão e rapidamente olhou para trás. Nossos olhos se encontraram novamente. Os dela estavam felizes e lindos como sempre, os meus cabisbaixos e tristes. Ela ajeitou o violão em suas costas e seguiu com o rapaz. Talvez ele fosse o galã da novela de amor que Júlia precisava, mas nunca como eu poderia ser. Sim, seria prepotência minha achar ser melhor que um rapaz que eu conhecia ao alto. Não me bastava querer, eu tinha que conseguir o encanto desse amor.

Eu sentia que poderíamos dar certo, tinha o sentimento da certeza do amor. Mas como se fosse outra pessoa narrando um conto, dei fim a história. Assim aquele jovem romântico fraco, desligou a televisão da novela de amor de Júlia. A imagem dos dois desapareceu, apesar de ser diariamente vista. Fraco, foi dormir.


Quarta-feira, 27 de maio de 2009. Rodrigues, Kabe.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Birds

"Se você quer seus pássaros para sempre, trate-os bem. Cuide deles quando filhotes, ensine-os a voar quando jovens e liberte-os quando forem maduros e adultos. Eles voaram, desbravaram as mais altas montanhas. Irão mergulhar nos mais densos lagos e comerão as iguarias do futuro destino. Mas eles voltarão com as mais fantásticas historias, as mais belas imagens para descrever e com uma enorme saudade em seus braços."
kabe rodrigues hf.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

"Solte sua própria mão, levante da cama, respire por algo maior. Ajude a verdadeira mãe a manter mais de seus filhos vivos. Faça algo pela vida. Viva e deixe viver."

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

I feel like I am blind


Um giro de 90 graus. Água caiu sobre minha pele.
Um giro de 90 graus, parou. Peguei o sabonete, esfreguei tal rosto
familiar.
Tirei toda aquela tinta da cara. Limpei toda sujeira de outros em mim.
O sabão caiu em meus olhos. Incrível, me senti com a doce burrice
do preconceito. Cego, doía, mas eu apertei os olhos. Doía mais e mais.
Livrei-me, um giro de 90 graus.
Água caiu sobre meu rosto e pele. Agora me senti com o azedo sabor
do respeito. Limpeza espiritual, mais conhecida como higiene mental.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Uma amizade de outono.



Uma folha de árvore seca e sem cor não é mais do que algo no chão para as pessoas. Sem dar a mínima para a variação do tempo que passa rapidamente, e nem para o clima disturbado por motivos implícitos. Não dão valor para essa estação. Ela só esta entre o calor do verão e o frio do inverno. Sem ser útil e também não inútil. É quase uma gravação das flores que brocham e desabrocham na primavera. Presa em um talvez e com certeza, sozinha, parece que viver assim é castigo da natureza. Vamos saldar o lastimável declínio da pureza, a amizade.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Nesse fim de ano comemorar deve ser o alge das orações... Mas o que você deixou de fazer? Não vai 'pedir' para 'conseguir' fazer algo de concreto ano que vem?
Só para você pensar mais um pouco...
A lista
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia?
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

Oswaldo Montenegro
LEIA O LIXO, RECICLE AS IDEIAS.