quarta-feira, 11 de julho de 2012

Autorretrato

O aprendizado não mais pelo conhecimento, mas pela tentativa. 

Posiciono-me corretamente na cadeira branca diante da tela branca. Fito o claro de supostos olhos, inexistentes. A decisão não é uma certeza e sim uma tentativa. Em chance dou passos calmos por onde posso andar, abraço os calados que experimentam pelo silêncio e dou passos. 

No gélido quarto branco verifico cada parte do meu corpo. Cada centímetro, cada marca, cada ligação. Em lenta água fervente esfrego minha pele e com a áspera esponja a observo mostrar-se viva. Presente. Abraço-me em mais um ritual, também lento, sem importância. 

Os rostos alheios já não apresentam nenhuma expressão. Os comuns já não encaram, sem esforços, ao lado demonstram seu tempo, seus desejos, suas dúvidas, ao mínimo interesse. O meu, diante ao espelho, já não me assusta. Já não apresenta ameaça. Eu o conheço e não gosto de sua presença. Mas o molho e, tremendo, o limpo encarando minha pela cansada. Maltratada, bastante cansada, há muito tempo cansada. 

Arrumo a bagunça, a física, material. Deixo minha marca, outras marcas, em meus olhos vermelhos, em meu espaço. E livre. Sem certeza, com roupas limpas e espaço. E pela tentativa, pelo sentir, para que passe, para que faça parte do meu autorretrato... 

Escrito há vinte anos, cinco meses e vinte dias.

domingo, 3 de junho de 2012



"It seems a heavy choice to make
But now I am under all

And it's breaking over me
A thousand miles onto the sea bed
I found the place to rest my head
(...)

And the crushes of heaven, for a sinner like me
But the arms of the ocean delivered me"

sábado, 26 de maio de 2012

05 segundos

Houve um tempo em que aquele garoto não precisava
Então ele tinha.
Passando, sentado, pelos lugares sem querer nenhuma palavra
Então ele ouvia. De estranhos, dos distantes, dos inexistentes.
Eu poderia, pois eu preciso de um pouco de ajuda
Mas eles se foram.
O garoto ficou. Sozinho, sem estranhos, sem rosto, com marcas.
Com o tempo ele não tinha, ele não precisava, mas ele desejava
Não estar aqui, ter coragem, mesmo ciente que era impossível.
Ele queria dizer adeus, mas eu não pude deixá-lo ir
Alguém deveria ter feito. Deveriam ter terminando com seus falas, antes de iniciadas.
Sem caminho, eu não poderia pronunciar palavras, nem sons, sem forças para escrever
Em papel molhado, com caneta firme, tinta suficiente, apenas não pude.
E ele também não, pois não o viam, não existiam, não se importavam
Estranhos que falavam, destinos que fugiam, caminhos que não existiam.
Tudo que gostaria de contar ele sabe que não poderá
Mas alguém deveria atender, mas sem ajudar, só fazer.
A coragem que ele não teve, a força que eu digo a ele: tu tens!
A pergunta que ninguém responde quando ele aceita as portas escuras, os assentos sujos, as palavras de mudos.
O perigo em que sempre se põe esperando que o pior aconteça, levem-no. 
Premissas, pensamentos, tremores, os pés, o chão
E as histórias que os outros contavam. Antes de sumir, antes de eu aparecer, antes dele encontrar.
Não vai ser infortúnio, não vai ser trágico. Talvez cômico, pois ele me encontrou. 
Que um dia ele morda a língua, mas eu engolirei o sangue porque ele quer ir com os outros
No carro, no escuro, na estrada. Ele não achava que vai ser o fim, mas eu digo talvez.
O desejo permanece, mas o medo diz em nossos ouvidos que não vai acontecer
Você vai viver para sempre e que a frase se complete por si só.
Sem abraços, sem adeus, mas sim lágrimas, respirações, o que for
Pois ele não tem mais rosto para os estranhos, nem caminho para os outros.

Que ele morda a língua por desejar isso.
Mas eu sempre digo: estarei aqui para te encontrar. Antes, durante, que finalmente depois tudo continue. Talvez. 

quarta-feira, 7 de março de 2012

UNTITLED #3

Sometimes i feel like everything i do isn't enough to please myself. And when some things don't work i freak out and start to looking for chances to perfection. It's almost like finding little things on the desert because that word just exist as a word. I know i'm not perfect at all and i don't plan to be, but remind the old me that i'm getting better and i don't need more from the past is impossible. I do not accept when 'i' say i will give my life up and go back to thoses days. It's hard. I will never give up, i won't. And if i break my promisse someone will know that i've tried my very best to stand up and be this person that i'm today. I will end with all or say goodbye holding everything.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

The Search I Waited For

If I count all the stars before they blow
If I catch all flights of the owls, could you give me a chance? 
If I stop the Time and make him mine

If I burn all the castles of Norway, put your name in every bone of the Dead famous 
Would you give me the chance? 

But if I stop running around, hiding the young hearts on the ground
If I dry your blood and paint our beautiful nights on a red painting
If I stop finding words in my unknown mind...Will you be forever my valentine?

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

LEIA O LIXO, RECICLE AS IDEIAS.