segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

An Open Letter to Andrew Bird

Hi,
I never know how to start a letter and I always say this on the begining of all my letters. 


I would like to ask you if you ever looked into a dead bird's eye. Have you ever had this opportunity? Sometimes I found myself starring at dead birds I found on my city. I don't know why but I feel like is something you should do everytime you see a bird laying on the street. I ain't saying it's a beautiful thing, a dead animal makes me sad, I'm trying to tell you how I feel about life in general. 

When you see a dead bird you had one-second-opportunity to talk with God, A God, but it's over right after you look into his eyes. You are facing a dragon who fought the hardest weather to come back home, a free spirit that flew the sky above us, some one that told the wind to be quiet with his singing.  And there you are,  close enough to almost listen to his kind words about our mistakes, but you can't. It's frustrating and beautiful if you can see beauty in disaster. But there is a thing about this kind of event that always catch me and make me always stop to face theses dead Gods: a small feeling that they will wake up and take my body and soul. Make me a tool for they next flight, use my undiscovered feathers to hide my (storytellers) scars. Maybe one day, but by now I keep giving my prayers with my eyes. They deserve a kind heart to set them free, again. 


I use to tell myself, and the others in my head, that I do theses things because I'm not afraid anymore. Not that I don't get scared and cry, but life don't close my eyes with "sad" events. A dead bird still a God to me, my scars are my life-drawings, the days I go walking alone are the days I can see into my own eyes; So, maybe, I can be a God one day. And fly. I think you know what I mean when I say that we can live with fear, but no afraid, we can walk alone, but not forget to fly alone to. If you don't know... Hmmm, I guess that's okay. Not every historian travel the same place and can explain the beauty saw in mysterious places he went to.

One day, a million years by this day, we will be able to say one kind word to them. And when this day come, everyone will be a God by itself. Not alone, but by ourselves, flying together, fighting our fears, singing against the wind. We just need to keep on living... with love, hate, sadness, happiness, fear and courage. We will live forever until this day come to our hearts. You sang me songs about stories of life and now I told you one little story about a part of my. We shared and we loved (and still love). With our hearts (we met). And one day they will be covered with beautiful long feathers.

With true love from a young heart,

Kabe Rodríguez. 

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

MEU ANO EM UMA PLAYLIST

Esse foi o pior e o melhor ano de minha vida. É sempre assim, né? Queria poder resumir tudo em um grande texto, com as morais do que eu aprendi e com estrondosos parágrafos emocionantes. Não dá. As coisas que aprendi, que vivenciei, que descobri e conheci são tão pessoais que o texto chegaria em algo abstrato. Ou bizarro mesmo. 

Das atitudes egoístas que tomei, as péssimas decisões que a vida e seus passageiros tomaram aos atos de sincero amor e situações de puro afeto que tive com as pessoas que realmente significaram algo importante para mim; essas sim eu posso simbolizar e descrever. E é na música que eu me refugio nesse 31 de Dezembro. 

Antes de postar minha playlist em ordem cronológica de aprendizagem (huh?), queria dedicar cada segundo dessa arte para os meus amigos, aqueles que estiveram no chão frio comigo, aqueles que abraçaram o metal quente e aqueles que me deram um bom tapa na cara. Queria agradecer a minha família por estar mais única do que nunca, mais sincera, menos medrosa. Queria agradecer à todos os monstrinhos na minha cabeça que me ensinaram que ou eu aprendo a viver com eles e com quem eu sou, ou vou acabar caindo na mesma armadilha; não ser quem eu realmente sou. É aprendendo com as marcas, as belas cicatrizes, que reconheço agora o que é realmente belo: o que é sincero. Do amor ao medo, há beleza apenas no que é sincero. Queria poder cortar meu coração e entregar para vocês, mas não sou tão vanguardista assim. Então aqui dedico minhas notas (adotadas) para vocês. 

E que 2013 seja mais leve, menos egoísta, menos cinza, que seja mais SELVAGEM, ROMÂNTICO, PURO E MAIS COLORIDO DE TINTA! Feliz Ano Novo, MI LINDXS! (FROM A YOUNG LOVER’S HEART <3 p="p">

Christina Perri – Distance
Mumford & Sons – Little Lion Man
Mascus Foster – I Was Broken
Sky Ferreira - Sad Dream
Bon Iver – I Can't Make You Love / Nick of Time
The Avett Brothers – A father's first Spring
Antony and The Johnsons – Cut The World
Taylor Swift – Red
Frightned Rabbit – State Hospital
Dry The River – Weights & Measures
Dry The River - No Rest
P!nk – Try
Florence + The Machine – Never Let Me Go
Bat For Lashes – All Your Gold
Paramore – In The Mourning
Ben Taylor – Not Alone
Dry The River – Family
Trixie Whitley – A Thousand Thieves
Ana Cañas - Aquário
Gabrielle Aplin – Home
Mumford & Sons – Below My Feet


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Untitled #7

Larguei o meu espelho do tamanho do meu quarto. Agora é espelho do tamanho do céu!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Ela, sozinha.

Eu a encontrei, lá de longe do portão
Jogada no chão, entre a fumaça e a dor, entre os cães e os demônios
Pela janela eu a vi, de longe lá de onde
A casa estava em chamas, assim como minha cabeça
E assim como minha cabeça não tinha fogo, não mais
Só fumaça

Irritado, desesperado, sem vinho e prazer, seu choro me fez perder
A roupa velha, ela, velha, no chão, lá do portão, chorando, pela janela, entre a fumaça
Expulsei com ódio os penetras porque ninguém havia sido convidado
Ele saiu, ela me disse, ele saiu ela gritou

E foi assim que eu a encontrei, e ainda bem que ele não estava aqui
Jogada no chão, chorando, sem ele e agora comigo, eu odioso ela diria
Bêbada, mas da cabeça-sem-cabeça, de tristeza, foi bem assim que eu a encontrei do onde
Da janela, longe, entre o chão, chorando com os cães, sozinha

Eu agora aqui,
Ela, sozinha.

Pra definir coração de aquário

Pra definir coração de aquário
Tão grande que cabe até peixe baleia, tão cheio 
Transbordando
Feito de areia e pressão
Reluzente transparente, pra todos e pra solidão

Pra não deixar incerteza e explicação de novo 
E novo
Já quebrado de mar, pesado de sal 
Vindo da lua pra baú de pirata

Pra explicar coração de aquário
Escrever no chão frio, abraço com o próprio umbigo
Caneta, papel, palavras e mãos.

Pra falar coração, mãos de polvo e muito chão

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O Vômito

E foi uma surpresa quando ele apareceu. Com sua espada e escudo em mãos, estava ali a me encarar. Confiante postura, enorme sorrisos, lá estava. No seu caminhar até a mim, suas palavras me alcançavam. Seu corpo dizia-me que queria. Cada vez mais perto, deitou-se em cima de mim e pôs-se de guarda. Iria proteger-me, destruir meus medos e meus desejos, me tomaria como seu troféu. 

Um segundo de pulsação e cicatrizes se formavam em seu rosto. Marcas que eu não havia deixado apareciam por todo o seu corpo. Seus olhos, vermelhos como sangue de um corte recente, me encaravam com ódio. Em um último beijo ele riu, suas palavras agora vomitava em minha boca. Seu ódio, seu desprezo, um ácido gosto azedo, antes puro como leite, agora denso com saber de melancolia. 

Meu choro não o impediu. Suas palavras se espalharam pelos meus lábios rasgando até meus peitos. Enquanto minhas lágrimas lavavam meu rosto, ele gargalhava. Estava finalmente livre para alcançar as estrelas com seu riso brutal. Puxou-me até o chão ao tempo em que seu rosto já estava normal. Balançava a cabeça com euforia, sacudindo meus ossos com sua nova força e fitando minha alma com seus enormes olhos. Olhos que cresciam se transformavam assim como seu sorriso em corte. Segurei com ambas as mãos o seu pescoço antes que ele alcançasse minha alma com sua navalha. Então, como se estivesse diante de uma torre, declamou “minhas vitórias agora são destemidas, minhas conquistas grandiosas, meus prazeres estão saciados.” Em um último ataque de força, atingiu-me com seus punhos, marchou com seu desprezo por cima de meu corpo. Então partiu. 

No chão, observei o céu sem muitas estrelas. Não era mais dia, não era mais noite. A única existência era de meu corpo envolto em sangue.
LEIA O LIXO, RECICLE AS IDEIAS.