sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A Play

From the pain that I deserve 

May the runners pass by

Of my state of scrambled feet

In the way to nothing hill




Cause the red strikes by

And the invisible cleans out

May the earthquake kill us all

Leaving a empty head made for mine




Would I lay in those skies at night

Hurting the stars just for reason

May the doubt cover my body

And the illness close my eyes




From the pain that I deserve

Stays my heritage for the ones who would like

Itself staring by the corridor 

May the hands shake the winners' music

domingo, 5 de agosto de 2012

Untitled #4




Do quê sofre o corpo se é a mente que imerge entre a navalha e o sangue? 

Eu Preciso Fumar

Eu preciso de um cigarro
Preciso fumar, preciso sentir a fumaça
O peso, o quente nos pulmões, a sujeira no corpo

Eu preciso de coisas na cabeça
Preciso de pensamentos, preciso gritar
Sem razão, mas por instinto

Eu preciso fumar, eu preciso beber
Preciso fazer, preciso desfazer, concluir 
Não porque devo, apenas por fazer

Eu preciso de um cigarro, eu preciso de filtro
Preciso de água, com gelo, sem gelo
Com coragem, espontaneamente, por ser corajoso

Eu preciso da fumaça, preciso do desejo, 
Da negação do desejo de fumar, do isqueiro, do fósforo
Preciso escrever, sujar o papel, porque eu sei que preciso...

Sem razão de precisar.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Autorretrato

O aprendizado não mais pelo conhecimento, mas pela tentativa. 

Posiciono-me corretamente na cadeira branca diante da tela branca. Fito o claro de supostos olhos, inexistentes. A decisão não é uma certeza e sim uma tentativa. Em chance dou passos calmos por onde posso andar, abraço os calados que experimentam pelo silêncio e dou passos. 

No gélido quarto branco verifico cada parte do meu corpo. Cada centímetro, cada marca, cada ligação. Em lenta água fervente esfrego minha pele e com a áspera esponja a observo mostrar-se viva. Presente. Abraço-me em mais um ritual, também lento, sem importância. 

Os rostos alheios já não apresentam nenhuma expressão. Os comuns já não encaram, sem esforços, ao lado demonstram seu tempo, seus desejos, suas dúvidas, ao mínimo interesse. O meu, diante ao espelho, já não me assusta. Já não apresenta ameaça. Eu o conheço e não gosto de sua presença. Mas o molho e, tremendo, o limpo encarando minha pela cansada. Maltratada, bastante cansada, há muito tempo cansada. 

Arrumo a bagunça, a física, material. Deixo minha marca, outras marcas, em meus olhos vermelhos, em meu espaço. E livre. Sem certeza, com roupas limpas e espaço. E pela tentativa, pelo sentir, para que passe, para que faça parte do meu autorretrato... 

Escrito há vinte anos, cinco meses e vinte dias.

domingo, 3 de junho de 2012



"It seems a heavy choice to make
But now I am under all

And it's breaking over me
A thousand miles onto the sea bed
I found the place to rest my head
(...)

And the crushes of heaven, for a sinner like me
But the arms of the ocean delivered me"

sábado, 26 de maio de 2012

05 segundos

Houve um tempo em que aquele garoto não precisava
Então ele tinha.
Passando, sentado, pelos lugares sem querer nenhuma palavra
Então ele ouvia. De estranhos, dos distantes, dos inexistentes.
Eu poderia, pois eu preciso de um pouco de ajuda
Mas eles se foram.
O garoto ficou. Sozinho, sem estranhos, sem rosto, com marcas.
Com o tempo ele não tinha, ele não precisava, mas ele desejava
Não estar aqui, ter coragem, mesmo ciente que era impossível.
Ele queria dizer adeus, mas eu não pude deixá-lo ir
Alguém deveria ter feito. Deveriam ter terminando com seus falas, antes de iniciadas.
Sem caminho, eu não poderia pronunciar palavras, nem sons, sem forças para escrever
Em papel molhado, com caneta firme, tinta suficiente, apenas não pude.
E ele também não, pois não o viam, não existiam, não se importavam
Estranhos que falavam, destinos que fugiam, caminhos que não existiam.
Tudo que gostaria de contar ele sabe que não poderá
Mas alguém deveria atender, mas sem ajudar, só fazer.
A coragem que ele não teve, a força que eu digo a ele: tu tens!
A pergunta que ninguém responde quando ele aceita as portas escuras, os assentos sujos, as palavras de mudos.
O perigo em que sempre se põe esperando que o pior aconteça, levem-no. 
Premissas, pensamentos, tremores, os pés, o chão
E as histórias que os outros contavam. Antes de sumir, antes de eu aparecer, antes dele encontrar.
Não vai ser infortúnio, não vai ser trágico. Talvez cômico, pois ele me encontrou. 
Que um dia ele morda a língua, mas eu engolirei o sangue porque ele quer ir com os outros
No carro, no escuro, na estrada. Ele não achava que vai ser o fim, mas eu digo talvez.
O desejo permanece, mas o medo diz em nossos ouvidos que não vai acontecer
Você vai viver para sempre e que a frase se complete por si só.
Sem abraços, sem adeus, mas sim lágrimas, respirações, o que for
Pois ele não tem mais rosto para os estranhos, nem caminho para os outros.

Que ele morda a língua por desejar isso.
Mas eu sempre digo: estarei aqui para te encontrar. Antes, durante, que finalmente depois tudo continue. Talvez. 
LEIA O LIXO, RECICLE AS IDEIAS.